domingo, 15 de janeiro de 2017

Noruega se tornará o 1º país do mundo a dar adeus à rádio FM


A Noruega se tornará neste ano o primeiro país do mundo a abandonar as transmissões de rádio por frequência modulada (FM) e entrar de vez na era digital, uma medida impopular entre os cidadãos do país.
O fim da FM começará na próxima quarta-feira na província de Norlândia, no nordeste do país, e continuará de forma progressiva nos meses seguintes nas 18 restantes. O processo será finalizado em Tromse e Finmark no dia 13 de dezembro.
O projeto foi iniciado pelo governo anterior, de centro-esquerda, e aprovado em maio de 2011 pelo parlamento com o apoio de todas as forças políticas, exceto do Partido do Progresso, parceiro do atual Executivo em uma coalizão direitista.
O desligamento da rádio FM para 2017 tem um prazo que pode ser estendido até 2019, caso não sejam cumpridas algumas condições que as autoridades já consideram resolvidas.
Uma das exigências era que a cobertura digital da emissora pública de rádio "NRK" fosse equivalente à atual. Além disso, era exigida a ampliação da rede comercial para 90% da população, soluções técnicas para a recepção dos sinais digitais em carros e que ao menos 50% dos ouvintes já tivessem rádios digitais no momento da mudança.
A medida nunca teve apoio popular. De acordo com uma pesquisa divulgada no mês passado pelo jornal "Dagbladet", dois a cada três noruegueses se diziam contrários ao fim da FM. Apenas 17% afirmavam apoiar a mudança para o sinal digital de rádio.
O elevado custo de manutenção da rede FM para as grandes rádios, sobretudo devido às condições topográficas do país, e a melhora da qualidade da transmissão e da oferta, com possibilidade de ampliar de cinco para 22 as rádios de cobertura nacional, são alguns dos argumentos usados para justificar a alteração.
As grandes emissoras como "NRK", "P4" e "SBS" poderão economizar mais de 200 milhões de coroas norueguesas (cerca de R$ 74 milhões) por ano com a mudança de formato que, no entanto, foi criticada principalmente pela Associação de Rádios Locais (NLR).
O órgão acusou o governo de se submeter aos interesses das grandes rádios, criticou que a maior oferta beneficiará os principais veículos já existentes, alegando que as pequenas emissoras não podem lidar com o custo da mudança. Por isso, a NLR pediu que os dois formatos coexistam no país.
O último pedido foi parcialmente atendido pelas autoridades, que permitirão que cerca de 200 rádios locais permaneçam na FM até 2022. Dessa forma, a mudança afetará inicialmente apenas as rádios de cobertura nacional da Noruega.
O IKT Norge, sindicato que reúne o setor de tecnologia da informação, também criticou uma medida imposta à força. Para o IKT Norge, o projeto responde aos grandes investimentos na rede digital feitos pela "NRK".
O sindicato e outros órgãos indicam possíveis problemas de difusão das ondas em casos de emergência e citam os prejuízos para os motoristas, já que a maioria dos carros não está equipada com rádios digitais. Será necessário comprar um adaptador para poder receber o novo sinal.
Várias dessas dificuldades já tinham sido enfrentadas pela vizinha Suécia na adoção de um projeto digital, mas que estabelecia um prazo até 2022 para "matar" a FM. A Dinamarca deixou em aberto a data para encerrar as transmissões pela tecnologia antiga.
As críticas à iniciativa norueguesa fizeram o projeto perder a maioria parlamentar, mas as ações contrárias à medida foram rejeitadas há um mês.
A ministra de Cultura, Linda Hofstad Helleland, expressou descontentamento com os parlamentares no início da semana: "Eles não devem tomar decisões tecnológicas no lugar da sociedade", afirmou em entrevista ao jornal "Dagbladet".

Fonte: Agência EFE

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sancionada lei que regulamenta rádio poste.


Terceira maior mídia de informação e cultura do Brasil, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), o serviço de rádio-poste, tão comum em bairros populares, teve sua regulamentação sancionada em Salvador nesta segunda-feira (1º) pelo prefeito ACM Neto. Autor do projeto, o vereador e radialista Leandro Guerrilha (PTB) fez questão de comemorar da tribuna da Câmara Municipal, quando agradeceu aos colegas pela aprovação do Projeto de Lei nº 151/16, por unanimidade.
“Comecei minha carreira em rádio comunitária e hoje quero parabenizar a todos os radiocomunicadores atuantes na cidade por esta conquista”, frisou, ressaltando que as rádios de linhas moduladas caracterizam-se pela prestação de serviços sociais, geralmente em parceria com associações de bairros. A regulamentação diz respeito às rádios em postes e operadas por linha modulada, ou seja, através de fios conectados a alto-falantes. Vez e voz
A iniciativa de Leandro Guerrilha recebeu o apoio da Associação dos Profissionais em Comunicação e Rádios Comunitárias da Bahia (Apracom), cujo presidente, Paulo Afonso Soares Santos, o popular radialista Paulinho FP, ocupou a Tribuna Popular da Câmara Municipal no dia 4 de julho para defender a regulamentação pelo prefeito. “Esta é uma antiga reivindicação do setor e o vereador Guerrilha abraçou a causa. Ocupamos um espaço que não é atendido pelas rádios convencionais, em frequência modulada, dando vez e voz às comunidades e valorizando os profissionais dos bairros”, argumentou Paulinho FP.
Ele estimou em cerca de 180 o número de rádios comunitárias em Salvador, e classificou como inadmissível que o segmento ainda funcionasse na clandestinidade. Tanto Leandro Guerrilha quanto Paulinho FP destacaram o importante papel desempenhado pelo serviço de alto-falante para a comunicação nos bairros populares, por serem mais próximas das comunidades, valorizando e divulgando os artistas, ações sociais de igrejas e ONGs locais.
De acordo com o projeto sancionado na íntegra, a programação das rádios deve priorizar finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, que possam beneficiar o desenvolvimento geral da comunidade local. Além disso, a promoção de atividades artísticas e jornalísticas que possibilitem a integração cada vez maior da comunidade; preservação dos valores éticos e sociais da pessoa humana e da família; coibir a discriminação de qualquer espécie e a qualquer título, seja racial, religiosa, de gênero, sexual, político-partidárias ou ideológicas.


Crédito: Reginaldo Ipê
Enviado por: Leandro Guerrilha 

Fonte: Blog Loucos por Rádio

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Luiz Torquato anuncia saída da Rede Transamérica Hits


Foi uma decisão bem difícil. Sair de um lugar que a gente gosta não é uma tarefa das mais tranquilas. Porém, o lado familiar falou mais alto e agora sou novamente um 013. Para quem não é da Baixada Santista, esse é o nosso ddd. Treze na gíria é um maluco e alguns podem achar que fiquei doido. Como assim, sair de uma empresa renomada, de uma rede fantástica, de um programa de sucesso em todo o Brasil? Mas como diz o Chorão, "Só os loucos sabem". Sou 013, louco pela minha cidade. Foram quase 5 anos muito felizes, com pessoas incríveis. Mas entre trabalhar e viver, escolhi a segunda opção. Obrigado, Transamérica!


sábado, 16 de julho de 2016

Música supera notícia e conquista 94% dos ouvintes de rádio

Programação musical é o estilo de atração mais popular no meio rádio brasileiro. De acordo com estudo revelado pelo Kantar Ibope Media nesta semana, "música" é o tipo de conteúdo que mais agrada os ouvintes do país, sendo acompanhado por 94% do público.
musica-supera-noticia-e-conquista-94-dos-ouvintes-de-radioA pesquisa separou a parte musical por estilos. Dos entrevistados, 50% garantem que acompanham canções sertanejas que são tocadas pelas emissoras. Na sequência, aparecem outras quatro categorias: MPB, sucesso/as mais pedidas (nacional),samba/pagode e sucesso/as mais pedidas (internacional). O rock, que pauta veículos segmentados, não figura na lista.
Não musical
Diferentemente de conteúdo musical, que de acordo com os dados do Ibope não está presente em somente 6% do público que ouve rádio no Brasil, a parte definida pela pesquisa como "qualquer estilo de programa não musical" tem penetração em 83% da audiência potencial.
Na parte "não musical", cinco categorias foram elencadas, com a parte propriamente jornalística sendo representada por "noticiários (locais, nacionais ou internacionais)" e "notícias (policiais, trânsito ou tempo)". O primeiro surge com alcance de 71% do público em potencial, enquanto o segundo tem 61%.
A divisão entrevistas/programas falados" aparece com 34%, sendo seguida por "comentários esportivos" (25%) e "programas religiosos" (24)%. A pesquisa do Ibope apontou, além da audiência por tipo de programação, pontos como o horário de pico do rádio em dispositivos e o investimento públicitário no meio em 2015.

Fonte: Comunique-se

terça-feira, 28 de junho de 2016

2º meio de comunicação mais consumido no país, rádio avança em publicidade

O rádio segue como segundo meio de comunicação mais utilizado no país, atrás apenas da TV, e os investimentos em publicidade no segmento avançam nos próximos quatro anos. Em 2020, os gastos de anunciantes devem chegar a US$ 454 milhões, com crescimento médio de 3,3 % ao ano. Os dados são da 17º edição da pesquisa Global Entertainment and Media Outlook 2016-2020, divulgada nessa quarta-feira, 8, pela consultoria PwC.

segundo-meio-de-comunicacao-mais-consumido-no-pais-radio-avanca-em-investimento-publicitarioO estudo considerou apenas o valor empregado em plataformas tradicionais, excluindo iniciativas digitais. Os serviço de streaming de música representam uma ameaça competitiva para o setor, que para acompanhar as tendências do consumidor deve começar a trabalhar com mídias sociais e outros ativos na web.

Embora o número de estações de rádios em operação tenha sofrido redução nos últimos anos, a quantidade de pessoas que afirmou ouvir os veículos diariamente saltou de 21% em 2014 para 30% em 2015.

De acordo com o levantamento, um dos fatores relevantes para a manutenção do funcionamento de emissoras no país é a transição de AM para FM. A migração já é obrigatória para estações locais de baixo consumo de energia (1KW), mas ocorrerá com mais facilidade em áreas com espectro FM vago, segundo os preço das licenças de novas FM.


Fonte: Comunique-se